Arte Nocturnus por:
Lara - Sociedade Nocturnus9 de julho de 2014
2 de agosto de 2012
28 de julho de 2012
27 de dezembro de 2011
29 de outubro de 2011
30 de julho de 2011
Queria convidar-vos a participar no evento do Facebook, organizado pelo grupo Sopa de Livros.
Dia Trilogia Nocturnus
Dia Trilogia Nocturnus
É simples: no dia 31 de Julho, coloquem na imagem do vosso perfil a capa de um dos livros da Trilogia.
Vamos encher o Facebook com livros.
Segue o link:
http://www.facebook.com/event.php?eid=241916269166800
Vamos encher o Facebook com livros.
Segue o link:
http://www.facebook.com/event.php?eid=241916269166800
16 de julho de 2011
Estranho fogo
É uma fábrica á muito abandonada, vazia, arquitectura com traços dos loucos anos 20.... os gloriosos anos 20 em que a sedução era cheia de glamour, deliciosa...em todos os sentidos....e que sentidos.
Cada vez que caçava e bebia era como se de a pequena morte se tratasse, um crescendo na minha garganta até ao choque final de quem não aguenta mais e cede ao bater do coração. Por hoje acabou amanhã há mais... haverá sempre mais...
Agora estou sentada num cadeirão poeirento e vislumbro, algo entediada, uma fila de corpos jovens, na chamada flor da idade, acorrentados e ajoelhados, atordoados sem saberem ao que vem nem onde estão. Fiz questão que não soubessem, nunca me agradou ver o medo nos olhos de quem bebo, réstia humana talvez...
Á medida que os séculos passam vou sofrendo da angustia do toque e da companhia, ou da falta dela neste caso.
A carne não foi feita só para ser rasgada, violentada. Sinto um fogo estranho invadir-me as entranhas, um coração que só bate na minha memória.
Foco o olhar num rapaz que parece mais desperto que o resto do grupo olha-me sem medo, o que me surpreende e me deixa alerta. Em meio segundo estou perto dele e levanto-lhe a cabeça com um dedo no queixo, olho-o nos olhos sinto-o estremecer mas não cede, sorrio levemente passo a língua pelos seus lábios em desafio, estão secos de medo mas revelam uma estranha fome.
O som da sua voz é um murmúrio, pede encarecidamente, mas com coragem, que eu acabe com ele.
Prometo-lhe que sim mas mais tarde....
Agarro na sua coleira e forço-o a levantar-se, vem de gatas a rastejar até perto do cadeirão, de um só puxão fica deitado e geme de dor.
Observo longa e demoradamente o seu corpo, toco-lhe com a ponta dos meus dedos e quem estremece agora sou eu, de surpresa, a pele está quente e a latejar e uma corrente de desejo passa por mim da cabeça aos pés e, sem pensar, beijo-lhe as pequenas feridas já começadas no pescoço, agarro-o num abraço apaixonado se é que eu ainda sei o significado da palavra paixão e bebo descontroladamente. Ele grita mas eu vou mais fundo e fico no limiar da minha própria morte.
Ouço um tambor lento, cada vez mais lento e penso se não estará na hora de me extinguir, dormir, descansar...
Mas não...rasgo a minha garganta e deixo escorrer o meu sangue para a sua boca, qual criança faminta suga e lambe todas as gotas como se de um leite vital se trata-se.
Quando decido que já sorveu mais do que suficiente afasto-o de mim e observo-o.
Fixa-me com olhos de vidro vermelhos, brilhantes de uma nova vida, ergue-se e estende-me a mão e diz: "Ensina-me".
Mandrágora
Cada vez que caçava e bebia era como se de a pequena morte se tratasse, um crescendo na minha garganta até ao choque final de quem não aguenta mais e cede ao bater do coração. Por hoje acabou amanhã há mais... haverá sempre mais...
Agora estou sentada num cadeirão poeirento e vislumbro, algo entediada, uma fila de corpos jovens, na chamada flor da idade, acorrentados e ajoelhados, atordoados sem saberem ao que vem nem onde estão. Fiz questão que não soubessem, nunca me agradou ver o medo nos olhos de quem bebo, réstia humana talvez...
Á medida que os séculos passam vou sofrendo da angustia do toque e da companhia, ou da falta dela neste caso.
A carne não foi feita só para ser rasgada, violentada. Sinto um fogo estranho invadir-me as entranhas, um coração que só bate na minha memória.
Foco o olhar num rapaz que parece mais desperto que o resto do grupo olha-me sem medo, o que me surpreende e me deixa alerta. Em meio segundo estou perto dele e levanto-lhe a cabeça com um dedo no queixo, olho-o nos olhos sinto-o estremecer mas não cede, sorrio levemente passo a língua pelos seus lábios em desafio, estão secos de medo mas revelam uma estranha fome.
O som da sua voz é um murmúrio, pede encarecidamente, mas com coragem, que eu acabe com ele.
Prometo-lhe que sim mas mais tarde....
Agarro na sua coleira e forço-o a levantar-se, vem de gatas a rastejar até perto do cadeirão, de um só puxão fica deitado e geme de dor.
Observo longa e demoradamente o seu corpo, toco-lhe com a ponta dos meus dedos e quem estremece agora sou eu, de surpresa, a pele está quente e a latejar e uma corrente de desejo passa por mim da cabeça aos pés e, sem pensar, beijo-lhe as pequenas feridas já começadas no pescoço, agarro-o num abraço apaixonado se é que eu ainda sei o significado da palavra paixão e bebo descontroladamente. Ele grita mas eu vou mais fundo e fico no limiar da minha própria morte.
Ouço um tambor lento, cada vez mais lento e penso se não estará na hora de me extinguir, dormir, descansar...
Mas não...rasgo a minha garganta e deixo escorrer o meu sangue para a sua boca, qual criança faminta suga e lambe todas as gotas como se de um leite vital se trata-se.
Quando decido que já sorveu mais do que suficiente afasto-o de mim e observo-o.
Fixa-me com olhos de vidro vermelhos, brilhantes de uma nova vida, ergue-se e estende-me a mão e diz: "Ensina-me".
Mandrágora
6 de julho de 2011
30 de maio de 2011
Passatempo: A Redenção
Vê em:
www.TrilogiaNocturnus.com
www.TrilogiaNocturnus.com
onde podes ganha um exemplar autografado da Edição Especial do Tomo III: A Redenção respondendo apenas a algumas simples perguntas.
1 de maio de 2011
30 de abril de 2011
22 de março de 2011
18 de janeiro de 2011
19 de dezembro de 2010
13 de dezembro de 2010
7.ª Exposição Nocturnus
A 7.ª Exposição Nocturnus encontra-se até dia 20 de Janeiro, na Biblioteca da Escola Secundária de Loulé.
Visita.
Visita.
23 de novembro de 2010
Palestra "Livro: da Ideia à Publicação" e Apresentação do Projecto Descobrir Novos Autores
Dia 3 de Dezembro de 2010
6 de novembro de 2010
6.ª Exposição Nocturnus
A 6.ª Exposição Nocturnus encontra-se desde já, e até dia 3 de Dezembro, na Biblioteca da Escola Secundária Pinheiro e Rosa, em Faro.
Visita.
Visita.
17 de outubro de 2010
Apresentação de Império Terra
No dia 23 de Outubro de 2010, Rafael Loureiro será o apresentador convidado para a sessão de apresentação do livro Império Terra: O Princípio, de Paulo Fonseca.
Biblioteca Municipal de Algés - Palácio Ribamar - 16 horas
Biblioteca Municipal de Algés - Palácio Ribamar - 16 horas
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